Edir Macedo e a Justiça

Antes de ir para "o outro lado" parece que o bispo vai amargar um tempinho no xilindró.

Antes de ir para "o outro lado" parece que o bispo vai amargar um tempinho no xilindró.

Agora resolveram processar o bispo Edir Macedo. Vejam só, já é um progresso. Há anos eu ouço falar do uso abusivo da igreja para conseguir mais e mais dinheiro, das igrejas espalhando-se pelo mundo afora. Não que eu tenha nada contra a igreja, inclusive acredito que 99,99% dos fiéis da igreja agem de boa-fé. Mas aproveitar-se da (boa)fé alheia para enriquecer não é crime? Deveria ser crime hediondo, aproveitar-se da fragilidade de quem procura em momento de desespero para além de depenar o incauto, ainda prepará-lo para arrebanhar mais incautos e assim engordar o cofrinho. Cofrinho? Se chamarmos milhões de dólares de cofrinho, vá lá.

Não é o caso de vender terreno no paraíso, mas convencer os devotos a fazer voto de pobreza e entregar tudo para a igreja me parece uma baita de uma picaretagem, não é não? Sempre desconfiei de igreja que põe dinheiro no rolo, na hora da salvação da alma. Se entrava numa igreja e iam logo falando em dinheiro, eu mais que depressa dava no pé. Não compreendo como para elevar meu caminho espiritual eu tenha que me desvencilhar de bens materiais, ainda mais se tiver que passar esses mesmos bens que eu não posso ter para o pastor da igreja. Se eu não posso ter, por quê é que o pastor pode?

Se é verdade que para ir para o paraíso a gente tem que se livrar dos bens materiais, ao que parece o bispo Edir vai queimar no fogo do inferno – segundo o que ele mesmo prega – porque tem milhões de dólares. Só isso já bastava para mostrar a safadeza. E por falar em safadeza, aí vai uma piadinha:

Estavam conversando um padre, um rabino e o bispo Edir Macedo. Debatiam os métodos que cada um usava para separar o dinheiro dado pelos fiéis, o que seria empregado em obras para Deus e o que seria de uso pessoal.

– Eu – diz o padre – desenho um círculo no chão. Entro no círculo e jogo o dinheiro para cima. O que cair dentro do círculo é meu, o que cair fora uso para as obras de caridade da igreja.

– Eu – diz o rabino – traço uma reta. Fico em cima dela e jogo o dinheiro para cima. O que cair do lado direito é das obras, o que cair do lado esquerdo é meu.

Então chega a vez do bispo Edir Macedo:

– Eu sou bem mais prático. Jogo o dinheiro para cima, o que Deus quiser já segura lá com ele, o que cair no chão é meu.

?????????????

É, parece piada mas acho que na “vida real” era mais ou menos por aí. E antes de espiar seus erros em lugar bem quentinho, parece que o Bispo terá que se explicar e passar um tempinho vendo o sol nascer quadrado.

2 Respostas to “Edir Macedo e a Justiça”

  1. ParaRuse-online Says:

    Por que nao:)

  2. evandro cesar Says:

    Muito bom, o triste é saber que muitas pessoas de boa índole sem mantêm hipnotizadas por esse tipo de lidere religioso.

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