Família que fala bobagem unida…

Tenho certeza de que se alguém que me conhece na intimidade for me descrever incluirá sem sombra de dúvida a palavra “distraída”. Não que eu me isole do mundo, mas tenho um poder de concentração extraordinário, e quando estou envolvida em alguma atividade, todas as outras ficam excluídas do meu cérebro, incluindo aí aquelas que normalmente fazemos usando o piloto automático.

Acho que um dos setores mais atingidos pelo “esquecimento da concentração” é o da fala, então se estou concentrada e falam comigo, com certeza o que responderei é algo que não se escreve. Estou outro dia bem concentrada fazendo uma mágica com o almoço pra transformá-lo em nosso jantar e meu marido me pergunta o que estou cozinhando. Notem que o ato de cozinhar me exige uma baita concentração porque sou péssima na área da cozinha, então minha resposta foi que eu estava cozinhando um baseado para nós.

Meu marido – que é um gozador descarado – fez cara de quem estava entendendo tudo e depois, fingindo distração me perguntou quando o “bem-bolado” – e disse frisando bem a palavra – iria ficar pronto. Caí na real e dei muita gargalhada de mim mesma. Aliás é o que mais tenho feito ultimamente.

Pois ontem estávamos falando de Olimpíadas e meu filho me vem com essa:

– Eles comem rato na China porque lá a vaca é sagrada.

Eu comentei que não sabia disso, pra mim que na China o cachorro é um prato fino, e comem rato na Índia porque lá a vaca é sagrada. Ele não se deu por vencido e (concentrado que estava num jogo da internet) retrucou que “tem tanta gente na China que não sobra espaço para cultivar vaca”.

De fato, fica complicado cultivar vaca na China, ainda se fosse no Japão que em qualquer vasinho cultivam qualquer coisa, já pensou o cara ter lá na janela do banheiro um vasinho com um lindo pé de vaca? Uma vaqueira, digamos…

Imagino que por causa dessa extrema falta de espaço (ou excesso de chineses) eles devam ter lá seus pastos onde criam arroz. E lá vem minha filha dizendo que arroz tem plural. Está bem então. Que seja. Então lá na China, por causa do excesso de chineses e falta de espaço de cultivar vacas, vai ver então eles criam arrozes dentro de casa. Será que como animais de estimação? Sei não…

Mas seguindo a linha de raciocínio familiar, se vaca dá em árvore e os arrozes são criados em casa, nada demais então que eu crie também umas Canabis pra fazer aí com os arrozes da filha e as vacas transgênicas do filho um belo baseado para o jantar, certo?

Gente, fechem portas e janelas… a porteira do besteirol ficou escancarada…

(zailda coirano)

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