O último dia

Hoje foi o último dia de trabalho, ufa! Mais um semestre que se encerra, agora 2 semaninhas de folga pra organizar tudo e começar tudo outra vez. Vida de professor é como aquela música sertaneja: um eterno recomeço.

Encerramos com chave de ouro, uma reunião. O que se faz durante uma reunião que dura o dia todo? Bem, uma parte do tempo você participa – e no meu caso, que sou faladeira, tenho que me policiar pra não participar MUITO. Depois você cochila um pouco porque ninguém é de ferro. Por último você faz uma contagem regressiva mental, quanto falta ainda pra tudo isso acabar?

Tem até aquela hora em que você vê o palestrante andando e falando, vê a boca se mexendo, mas seu cérebro está tão adormecido depois de tantas horas que não consegue captar nenhum som. Parece com aqueles peixinhos dentro do aquário, mexem a boca e nada! E você fica boiando…

Aí corro aqui pro amigo de todas as horas e ensaio praticar um pouco o que aprendi no curso… durante uns 5 minutos. E eu entro aqui, para postar minhas impressões do dia.

Fiquei afastada das notícias por horas mas tenho certeza de que não mudou muita coisa. Será que ainda estão comentando do juiz bêbado? Do caso Naji Nahas? Dos políticos presos por pistolagem – seja lá o que isso for? Nossa, viu como eu sou bidu? Ou será que os meios de comunicação são como criança nova?

Criança nova é aquele negócio, você começa a brincar de esconder, a pestinha gosta e pode ficar certo de que você vai brincar de esconder o dia todo, o outro, a semana inteira porque o pirralho não vai enjoar. Se o pestinha não for seu e você aparecer na casa dele daqui há um mês, adivinha qual vai ser a primeira coisa que ele vai lembrar quando vir a sua cara? Claro, toca brincar de esconder de novo. Fica aí o alerta, vê lá do que você vai brincar com uma criança, pode ser que você não tenha gás pra continuar repetindo perpetuamente…

Com os meios de comunicação dá no mesmo, quando começam com uma lenga-lenga, mesmo que não tenham absolutamente nada de novo pra falar, continuam batendo e rebatendo na mesma tecla! Temos que ter um saquinho de filó pra assistir o noticiário quando eles pegam gosto por alguma notícia que eles acham sensacional.

Não que a gente aqui do outro lado esteja particularmente interessado no assunto em questão, mas isso eles não querem nem saber. Se encafifam com a coisa, azar o seu. Vai ter que escutar aquilo dia após noite até ELES cansarem.

Porque eu já estou até aqui, ó! Pra mim já chega de tanto Pitta e Nahas e Dantas… Caramba! Vou acabar sonhando com essa corja. Claro que vai ser pesadelo. Podiam deixar pra falar quando tivessem algo de palpável sobre o assunto, se é que me entendem. Tipo assim: foram condenados a 100 anos de cadeia cada um da gangue, e seus bens foram confiscados e vão retornar para o lugar de onde nunca deveriam ter saído. Aí eu ia ver vantagem em saber de alguma coisa, no pé em que está prefiro não saber de nada. A ignorância às vezes é uma bênção, me pergunto de que adianta ficar tão bem informada sobre coisa nenhuma.

E digo coisa nenhuma porque até agora não vi nada de concreto. Apenas um entra-e-sai da cadeia que não doeu nadinha. Nem se pode alegar vergonha pública porque se tem uma coisa que aquele bando não tem é vergonha na cara. Já viu ladrão com vergonha na cara? Se tivessem não roubariam tão tranquilamente o que se comprometeram a tomar conta.

Beleza, aqui no Brasil botam os lobos pra tomar conta das ovelhas, e onde escrevo “as ovelhas” entenda-se nosso suado dinheirinho. Aquele destinado a amenizar as misérias a que a má administração de uns e outros (não vou citar nomes, tenho outras coisas pra fazer ainda hoje) nos expõe.

Quisera que hoje não fosse apenas meu último dia de trabalho antes das férias. Que fosse o último dia dos bandidos fora da cadeia; dos estupradores e pedófilos sem julgamento; da opressão dos grandes sobre os pequenos…

Ah, acho que isso é querer demais. Por enquanto, é o meu último dia de trabalho antes das férias, o resto a gente vê depois…

(zailda coirano)

Uma resposta to “O último dia”

  1. Za, Minha Nossa! – você está afiadíssima, Garota!! Parabéns.
    Continue escrevendo.
    w.

    Zailda responde:
    Que bom tê-lo aqui, obrigada pela visita e pelo comentário!
    Apareça sempre.

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