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Blogosfera – o que eu aprendi blogando

Postado em Curiosidades, ensino com as tags , , , , em 12 Fevereiro, 2009 por Zailda Coirano
Essa vida de blogueira tem suas próprias regras e nesses 2 ou 3 anos que estou escrevendo em blog aprendi alguma coisa com a experiência e a observação. Algumas descobertas foram dolorosas e outras me deram muito prazer.

Aprendi que para conseguir muitas visitas há 2 caminhos: ou você escreve sobre assuntos sensacionalistas ou faz um trabalho de formiguinha, pois nada com um dia atrás do outro, com uma noite no meio que você passe de preferência na frente do pc, digitando desesperadamente.

O leitor quer postagens, fotos, conteúdo, informação e utilidade. Se você não oferece tudo isso: postagens no mínimo diária, com informações úteis e se possível algumas fotos, o leitor pode até comparecer, mas não volta mais.

Se você escolhe o caminho mais rápido – o das postagens sensacionalistas – até consegue leitores, mas eles jamais retornam. Satisfeita a curiosidade sobre o assunto, é como o ditado antigo: “barriga cheia, mão lavada, pé na estrada”. Nada de retornos, comentários ou recomendações.

A descoberta triste é que muitos nem entendem bem o que estão lendo. Tenho um blog destinado a facilitar o aprendizado dos alunos e o criei porque sendo professora acompanho diariamente a luta que alguns alunos travam contra a ignorância e sei que o processo do aprendizado pode ser árduo e exige método e persistência.

Pois outro dia me entra lá uma leitora comentando um post que eu havia escrito para dar uma mãozinha para quem tem problemas com interpretação de textos e disse: “já vi que você tem a mesma dificuldade que eu, ainda bem que alguém te enviou esse texto. Eu também gostaria de receber textos assim”. E vai explicar para a pessoa que eu não tenho dificuldade coisa nenhuma… que ela tem dificuldade para interpretar o que lê ficou evidente, mas após ler o texto nem sei se adiantou grande coisa…

Indiquei lá o blog da Super Nanny e tem gente que entra no meu blog e manda recado pra Super Nanny. Explico que lá não é o blog da Super Nanny, que pra ir lá tem que clicar no link que indiquei. Link? Que link? Paciência, minha gente…

Outra quer saber como mandar o currículo para “as pessoas” do blog conhecerem seu trabalho porque acabou de se diplomar e quer trabalhar. “As pessoas” aqui não querem ver currículo nenhum e infelizmente o blog só se destina a ajudar o leitor a se preparar para conseguir um emprego, não estou empregando ninguém… ainda.

Tem gente que comenta e vendo que o comentário não aparece comenta de novo… e de novo. Evidente que não vai aparecer, só vai ser liberado depois de devidamente autorizado “pelas pessoas”. Será que o leitor lê mesmo? Tenho lá minhas dúvidas.

Bem, agora vou lá ver o que estão pedindo hoje. Acho que tem gente por aí que pensa que “as pessoas” são o Sílvio Santos no “Tudo por dinheiro”.

Leia também: Paradoxo


Bobagens juvenis

Postado em ensino com as tags , , , , , , em 8 Janeiro, 2009 por Zailda Coirano

Aluno que não sabe nada vez por outra inventa de fazer gracinha na prova. Acho que pensam: ‘já que vou tirar zero, vou pelo menos zoar a professora’. A gente vê tanta barbaridade nas provas (principalmente quando são dissertativas) que tem hora que a gente ri sozinha corrigindo.

- Não estou louca não – explico pro meu marido. É uma prova que estou corrigindo.

Uma aluna me perguntou se a prova ia ser ‘de xis’. Eu fiz que não tinha entendido. ‘Daquelas que a gente põe xis’ , me explica ela. Pergunto se ela também põe um círculo quando não ponho o parêntesis pra ela marcar o ‘xis’. Ela faz que sim com a cabeça sem entender onde quero chegar.

- Então – comento em voz alta e disfarçando a raiva – isto não é uma prova, se você põe ‘x’ e ‘o’ é um jogo da velha.

Prova de múltipla escolha virou agora ‘prova de xis’, essa é boa agora…

Mas estava mexendo numas fotos antigas e encontrei uma que ilustra bem a situação. Essa ficou até famosa, tamanha a desfaçatez do aluno. E nem sei se foi desfaçatez mesmo ou se o aluno simplesmente não fazia a mínima idéia do que tinha que responder (ignorância às vezes é confundida com presença de espírito).

Prova de matemática

Prova de matemática

O que faz um professor numa hora dessas? Dá risada? Se sou eu, sento e choro…